Pamukkale e Hierápolis por Rafaela Hernandes

Continuando o roteiro pela Turquia, a viagem de ônibus entre Göreme e Pamukkale foi bem cansativa. Ele para em muitas cidades no meio do caminho e sobe e desce gente e ascende a luz, quase impossível dormir. Me lembro só de duas paradas em lanchonetes pra usar banheiro e comer algo, inclusive os banheiros desses lugares era daqueles no chão, que você tem que ficar de cócoras, não com o nosso querido troninho.  

Enfim, quando chegou em Denizli, descemos no ônibus e já havia uma van nos esperando para nos levar até Pamukkale. De Denizli para Panukkale é coisa de 20 ou 30 minutos. Lá, a van nos deixou no centrinho da cidade onde ficam as lojas das companhias de ônibus. Quando entrei ali na agência para garantir a passagem do dia seguinte de Pamukkale para Selçuk e vi uma cena deprimente de uma mulher enorme gritando porque um gato entrou na agência. Juro, nunca vi ninguém ter pavor de gato, mas essa mulher tinha. Fiquei tão chocada que sai dali na hora e pensei em ir a pé mesmo até hotel mas um cara meio que sentiu dó de mim por causa da bagagem e me deu uma carona de moto. 

Realmente, o hotel era perto mas pra carregar a mala ia ficar meio complicado. Me hospedei no Melrose House Hotel. E eu tive uma sorte porque, era coisa de 8h e o check-in era 11h mas acharam um quarto vago e eu, como estava podre da viagem de ônibus, pude dormir um pouco numa cama gostosa. Quando foi por volta das 11h30 eu acordei e me preparei pra visitar Pamukkale e o Hierápolis. A sugestão da moça do hotel era subir por volta das 16h porque o sol já teria abaixado um pouco e o branco de Pamukkale não refletiria tanto a luz e por consequência não ficaria tão quente. Mas como eu sou teimosa e queria conhecer tanto Pamukkale quanto o Hierápolis com calma, sai naquela hora mesmo. Antes, eu parei numa lanchonete para comer algo e tomei meu rumo.  

A cidade é bem pequena então é bem fácil você descobrir o caminho pra qualquer lugar. Mas o que é Pamukkale afinal? É o nome da vila ou cidade mas também é outra coisa. Pamukkale significa Castelos de Algodão e realmente é o que parece. Uma imensidão branca. Segunda a Wikipedia, “é um conjunto de piscinas termais de origem calcária que com o passar dos séculos formaram bacias gigantescas de água que descem em cascata numa colina. A formação do Pamukkale deve-se aos locais térmicos quentes por baixo do monte que provocam o derrame de carbonato de cálcio, que depois solidifica como mármore travertino.” Talvez você não tenha entendido nada, mas as fotos falarão por si. Para entrar no Pamukkale, você precisa tirar os sapatos.  

Pamukkale visto de longe
Pamukkale
Pessoal molhando os pés na água morna descendo montanha a baixo
Uma das poucas piscinas ainda com água de Pamukkale
Piscinas secas em Pamukkale
A subida
Parece mesmo algodão <3
Parece muito algodão <3

Infelizmente, muitas das piscinas secaram, apenas as que ficam mais no alto ainda estão cheias e me parece que fizeram isso com ajuda humana, ou seja, não é mais natural. De qualquer forma, aquele branco todo é muito bonito. Inclusive, embora seja uma subida, foi muito agradável. Você vai parando pra tirar fotos, observar as pessoas, molhando o pé quando vê uma poça d’água. De repente, chegou topo. Eu já tava completamente apaixonada pelo lugar mas era só metade do rolê.  

Assim que você termina de subir o Pamukkale você chega no Hierápolis que são ruínas de uma antiga cidade romana. O lugar é bem grande e você precisa andar bastante de um ponto principal para outro. Mas é tudo fantástico. Me lembrei muito da minha visita ao Peru, onde tem essa junção de ruínas antigas e belezas naturais no mesmo lugar. O ponto alto com certeza é o teatro mas tem muitas outras ruínas legais, como o Martírio de São Felipe, o monumento que fica mais  ao alto da montanha e distante da entrada. Pensei umas três vezes se ia subir até lá mas felizmente escolhi deixar o calor e o cansaço de lado e subi. Muita coisa foi restaurada obviamente, nem tudo é 100% original (como a maioria das ruínas das cidades antigas) mas de qualquer forma, é uma viagem no tempo. Também é possível visitar o Museu Arqueológico do Hierápolis, que tem algumas peças preservadas, achei que valeu a pena pagar a entrada. Já na piscina termal que tem ali no meio do parque, que também precisava pagar entrada à parte, eu passei. No todo, acho que fiquei andando pelas ruínas umas 3 ou 4 horas sob um sol escaldante e minhas pernas tremerem.  

Dentro do Museu de Arqueologia
Dentro do Museu de Arqueologia
O Teatro em Hierápolis
Ruas de Hierápolis
O Martírio de São Felipe em Hierápolis
Ruínas de Hierápolis
Ruínas de Hierápolis (o Teatro ao fundo)
Ruínas de Hierápolis
Ruínas de Hierápolis
Ruínas de Hierápolis
Ruínas de Hierápolis
Ruínas de Hierápolis

Enfim, me dei por satisfeita, descansei um pouco e comecei a descer e a voltar calmamente pro hotel a pé. O sol estava finalmente abaixando então foi até que bem agradável a caminhada, embora eu estivesse hiper cansada. Chegando no hotel, tomei um banho e descansei. A noite sai para comer num restaurante indicado pelo hotel mas acabei não curtindo muito por motivos de: não me apeteceu quase nada do que tinha no prato, mas viajar tem dessas coisas HAHAHA A gente não sabe muito bem o que tá pedindo, o garçom não sabe muito bem o que entendeu mas a vida que segue. Nessa noite eu consegui dormir bastante porque minha van sairia as 9h então não precisei acordar muito cedo.  

Paguei minha estadia no check-out e ganhei uma carona até o centro da cidade pare pegar o ônibus que iria para Selçuk, minha próxima parada.  

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