Los Angeles – Parte 2 por Rafaela Hernandes

Na continuação do relato você lerá sobre:

  • Hostel em Hollywood;
  • Calçada da Fama;
  • Tour por Bel Air e Beverly Hills (“Casas dos Famosos”);
  • Dolby Theatre e Hollywood and Highland Center;
  • The Groove;
  • Porque eu me decepcionei um pouco com Los Angeles;
  • Getty Center;
  • Studios Warner;
  • Griffith Observatory

Sai de Santa Mônica, peguei um ônibus e fui para Hollywood. Lá, me hospedei no USA Hostels Hollywood e paguei 147 dólares por 3 diárias. Gostei do hostel, tinha banheiro dentro do quarto e todas as camas tinham tomadas e lanternas, além de serem confortáveis. O hostel ficava, literalmente, uma quadra da Calçada da Fama, super bem localizado.

Deixei minhas coisas no quarto e saí. Eu tinha feito, vejam só, uma lista com endereço de todas as estrelas da Calçada da Fama que eu queria ver. A Calçada da Fama na verdade são várias calçadas que pegam vários quarteirões da Hollywood Boulevard e ruas adjacentes. Descobri depois que era uma ideia meio estúpida já que todas as estrelas são absolutamente iguais. De qualquer forma, é divertido ficar procurando os nomes. Os nomes de mais peso ficam bem na frente do Dolby Theatre que é onde ocorre a cerimônia do Oscar.

Pra não falar que as estrelas são todas iguais, os símbolos diferem. Para música tem esse Disco…
…para cinema a Câmera, para teatro, duas Máscaras e assim por diante.
Calçada da Fama

Antes de continuar andando, cai na cilada de aceitar fazer um tour pela casa dos famosos. Ali na Hollywood Boulevard fica muita gente oferecendo passeios e alguns deles podem ser bem chatos. Nesse caso, o que aconteceu foi que eu realmente queria dar uma volta por Beverly Hills (a parte mais alta) e Bel Air (lembra de Um Maluco no Pedaço? hahaha), mas esses lugares realmente só dão pra ir de carro, até porque são muitos morros. O cara baixou de 50 para 20 dólares pra me convencer a ir.

Nesse passeio você vai num carro aberto com uma galera e, enquanto o motorista vai dirigindo ele fala também algumas curiosidades dos lugares. Passou por algumas ruas mais centrais de Los Angeles como a Melrose Avenue e outros lugares que são famosos por serem frequentados por gente famosa (?). Passamos pelos studios da Paramount e da Fox e então seguimos para os bairros das mansões: Beverly Hills e Bel Air. O que eu tive a impressão foi que o motorista apontava para qualquer casarão e falava “aqui mora fulano” ou “aqui mora ciclano” e na verdade só tava enrolando a gente. Além disso, como estávamos num carro nem dava para tirar fotos ou observar detalhes. A única casa que realmente eu sabia que era do cara foi a do Michael Jackson (só que a foto ficou horrível). Também fizemos uma parada num mirante para o letreiro de Hollywood, mas não achei que foi o melhor lugar pra ver não, estava bem longe e muito de lado. Enfim, não achei que o tour valeu meus 20 dólares.

Passeio por Bel Air e Beverly Hills.
Passeio por Bel Air e Beverly Hills
Portão da casa do Michael Jackson (péssima foto)

Voltando para a Hollywood Boulevard, fui para o Dolby Theatre. Dá pra entrar lá dentro, pelo menos até o hall, de graça. Pra mim foi muito emocionante! Ali tem algumas colunas onde estão descritos todos os vencedores de Melhor Filme desde a primeira edição do Oscar e tem espaço para os anos a frente. Daí atrás do Teatro tem o Hollywood and Highland Center que é outra espécie de shopping a céu aberto com lojas famosas. O diferencial é que tem uma enorme escultura de pedra que forma um portal bem extravagante. Ali tem uma passarela com vista privilegiada do letreiro de Hollywood, melhor que do outro lugar que tinha visitado no tour. Ao lado de tudo isso fica o TCL Chinese Theatre, o Teatro Chinês que na porta tem os autógrafos de vários artistas escritos no cimento, inclusive do R2D2 e do C3PO de Star Wars! Curti muito ficar por ali e tirar fotos com os autógrafos dos meus atores favoritos.

Dolby Theatre
Colunas com os vencedores do Oscar de Melhor Filme no Dolby Theatre
Chinese Theatre
Hollywood and Highland Center
Vista do letreiro de Hollywood da plataforma do Hollywood and Highland Center
Hollywood Boulevard

Na Calçada da Fama também tem várias pessoas que se fantasiam de personagens ou atores e ficam próximos a suas respectivas estrelas para tirarem fotos, mediante é claro, um pagamento, tipo o que acontece na Times Square em Nova York. Aliás, se você tira fotos ‘escondido’ deles, eles ficam muito bravos, teve um Wolverine ali que até rosnou pra uma menina, super incorporado ao personagem. Na minha opinião: ignore todos eles e não tire fotos com nenhum, se quiser ver cosplay, vai em qualquer evento de anime aqui no Brasil que dá na mesma e você tira foto de graça.

Dia seguinte acabou rendendo bem mais do que o esperado e foi o dia que percebi o porque pairava aquela decepção no ar. Tinha ouvido falar de um lugar chamado The Groove, que era mais um ponto turístico e resolvi ir conferir. Daí adivinha: mais um shopping a céu aberto. Cara, isso foi a gota d’água HAHAHA tudo nessa cidade envolve compras e mais compras e lojas de famosas, marcas caras, é muito consumismo gente! Assim, amei de verdade conhecer Hollywood por causa da minha paixão por filmes e cinema, mas realmente essa ostentação toda me deixou um pouco chateada. E essa impressão só piorou porque, de novo fui parar num ponto turístico de compras: a Rodeo Drive. E essa era muito pior porque eram lojas de grife somente.

The Groove
The Groove
Rodeo Drive

Ok, depois de concluir isso tudo, continuei meu passeio. Fui até o letreiro de Beverly Hills e tentei andar a pé pelas casas dali pra ver se conhecia um pouco melhor alguns poucos quarteirões. Ruas largas, palmeiras enormes que dançam conforme o vento, casas de conto de fadas. Era tudo isso mesmo.

Durante esse rolê aconteceu uma coisa bem interessante, estava travessando uma avenida bem larga e um carro tinha parado sem querer em cima da faixa de pedestres. O motorista abaixou o vidro para me pedir desculpas, acredita?! Fiquei abismada com tamanha educação HAHAHA se fosse no Brasil passava por cima!

Letreiro de Beverly Hills
Palmeiras dançando com o vento

Então fui num lugar meio fora do roteiro, o Getty Center. Ele é meio distante de tudo, mas como tinha tempo sobrando, fui visitar. Cheguei lá de ônibus e foi divertido porque no caminho, passei pela UCLA, a Universidade de Los Angeles, e na frente de várias daquelas irmandades que a gente vê em filme com nome do tipo Alpha Beta Zeta, sabe? Foi bem legal. O Getty Center em si é um museu enorme no topo de um morro e que você pega um trenzinho para chegar lá. A entrada é gratuita. Para falar a verdade, não me interessei em ver a exposição, como são muitos prédios, entrei em apenas um e saí satisfeita. O legal mesmo é a área externa e a vista sensacional que temos de Los Angeles e do mar, além dos jardins muito bonitos. Eu indico uma visita caso você tenha tempo sobrando. À noite aproveitei para sair sem câmera no bolso, apenas para curtir as ruas de Hollywood sem compromisso e observar o movimento.

Getty Center
Vista do Getty Center

Em meu último dia em Los Angeles fui visitar a Warner. Como tem muitos estúdios lá, tinha que escolher apenas um por causa do $$tempo$$. Comprei o ingresso antecipado pela internet e paguei na época 62 dólares (MUITO caro). A visita acontece dentro daqueles carrinhos de golfe e uma guia vai dirigindo e contando algumas curiosidades e informações técnicas de como funciona as gravações. O estúdio é basicamente vários galpões e em cada um deles é gravado um ou dois programas/ séries.  É legal que na frente deles tem o estacionamento com o nome da série que o pessoal pode estacionar. Passamos por Big Bang Theory, Two and Half Man e Two Brooke Girls. Na parte externa também tem alguns lugares que foram usados como cenários de gravação.

Entramos em apenas dois galpões, a guia explicou que há uma rotatividade na visita porque os visitantes, obviamente, só podem entrar nos estúdios que não estão sendo utilizados. O primeiro que entramos era de uma série que eu não conhecia, o cenário era de uma escola. O segundo foi da Ellen Degeneres e me surpreendi como é pequeno aquele auditório! Na televisão parece muito maior. Infelizmente, não podia tirar foto lá dentro… Depois visitamos uma exposição dos carros e figurinos dos filmes do Batman e por último tinham alguns simuladores com fundo verde. Daí você podia fingir que estava voando numa vassoura de Harry Potter, flutuando no espaço como no filme Gravidade ou andando na moto da Mulher Gato. Eles vendem as fotos e os vídeos feitos nesses simuladores por um preço absurdo, mas você pode tirar fotos com a sua própria câmera (mas ai o fundo continua verde né, rs).

No fim do tour, passamos no cenário de Friends e pude tirar uma foto no sofá do Central Perk. Não é o cenário original, mas já dá pra tirar uma onda. Antes de ir embora, claro, uma lojinha com diversos itens temáticos de filmes e séries da Warner (a qual passei reto). Saindo da Warner fui até a Universal. Não entrei no parque, mas andei pela City Walk. Pelo que entendi, em qualquer Universal, além do parque, tem esse City Walk do lado de fora, que você pode visitar sem precisar pagar ingresso. Ali tem lojas, restaurantes, mais um centro consumista em Los Angeles pra variar.

Início do Tour na Warner
Galpões dentro dos estúdios Warner
Todo mundo precisa de pagamento né
Parte da cidade cenográfica
Parte da cidade cenográfica
Exposição Batman
Exposição Batman
F.R.I.E.N.D.S
Foto constrangedora para mostrar os simuladores no fundo verde.
Universal City Walk
Universal City Walk

O último lugar que queria visitar era o Griffith Observatory. Ele fica dentro do Griffith Park e eu tive que subir um morro enorme a pé num sol escaldante para chegar lá em cima. Foi bem cansativo, mas valeu muito a pena, a vista é muito bonita. Além disso, o próprio Griffith Observatory é bem legal, assisti uma apresentação no planetário de lá muito linda sobre as auroras boreais.

Dali dá pra ver muito bem o letreiro de Hollywood. Inclusive até tentei chegar lá porque existe uma trilha… Só que estava anoitecendo e acabei desistindo. Na verdade isso me deixou um pouco frustrada porque eu queria muito chegar bem pertinho do letreiro e acabei não conseguindo. Como já estava escuro, consegui pegar uma carona com um casal até o portão do parque, apenas para não andar a trilha de volta sozinha. Mais uma vez, gente boa existe!

Trilha sob sol escaldante
Vista do Griffith Observatory
Griffith Observatory

Cheguei bem cansada no hostel, afinal, tinha andado muito o dia todo, mas foi bem produtivo! Descansei bastante a noite, pois no dia seguinte iria acordar bem cedinho rumo a São Francisco.

One thought on “Los Angeles – Parte 2 por Rafaela Hernandes”

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *