Los Angeles – Parte 1 por Rafaela Hernandes

Entre os dias 14 e 19 de Setembro de 2015, visitei a cidade de Los Angeles. Seguiria para São Francisco depois. O relato terá duas partes.

Neste primeiro você encontrará:

  • Transporte público em Los Angeles;
  • Estratégia de visitação a cidade para otimizar o tempo;
  • Hostel em Santa Mônica;
  • Praia e píer de Santa Mônica;
  • Third Street Promenade;
  • Venice.

Eu como amante do cinema, conhecer Hollywood sempre foi um sonho. Anos atrás, meus planos eram combinar a visita a Los Angeles com Las Vegas, no entanto, em respeito ao meu namorado, troquei Las Vegas por São Francisco (risos). Já aviso de antemão que, embora tenha sido uma viagem muito legal foi a que mais me “decepcionou” no sentido de não ser exatamente o que eu esperava e tentarei explicar no texto o porquê.

Tudo começou com a compra as passagens pela American Airlines no ótimo valor de R$1.883,92 (GRU-LAX / LAX-GRU, sem escalas). Antes de ir pra Los Angeles, muitos relatos que eu lia diziam que alugar um carro é essencial para visitar a cidade. Como eu não dirijo, estava decidida a me virar com o transporte público e calar a boca desse pessoal. Já aviso que sim, é possível visitar Los Angeles sem carro. Embora o metrô não seja muito útil porque não chega a muitos lugares, as linhas de ônibus da cidade são muito eficazes. Usava sempre o GoogleMaps para descobrir que linha eu devia pegar e não tive problema nenhuma vez nesse sentido. O trânsito não chega aos pés do caos que é São Paulo e não usei táxi NENHUMA vez.

Para otimizar meu tempo, fiz uma estratégia de visitação a cidade da seguinte forma: iria me hospedar dois dias na região de Santa Mônica e depois mais três na região de Hollywood, já que há uma distância de 22km entre elas. Essa estratégia deu muito certo.

Cheguei em Los Angeles numa terça feira, 7 horas da manhã já com os olhos marejados por não acreditar que estava ali. Visto que o dólar estava em torno dos R$4,00 na época, a regra principal era (na verdade sempre foi, a quem eu tô querendo enganar) economia em primeiro lugar.

Saindo do aeroporto, peguei um ônibus do próprio aeroporto que te leva até um terminal. Dali sairia o ônibus até Santa Mônica. Já comecei economizando ai porque descobri que os ônibus lá não dão troco e a motorista muito simpática disse que eu poderia ir sem pagar! Claro que depois disso comecei a me policiar pra sempre ter dinheiro trocado para pagar as passagens, até conseguir o bilhete TAP (Bilhete Único de Los Angeles) com um motorista. Me hospedei no HI – Santa Mônica (da rede Hostelling International, manjadores manjarão). Gostei bastante desse hostel, não me lembro quantas camas tinha no quarto mas ele era tão espaçoso que isso não fez diferença. Paguei 90 dólares por duas diárias.

Logo de cara eu quis ir pra praia, afinal, nunca tinha visto o Oceano Pacífico. Não entrei na água, só fiquei um tempão sentada na areia, relaxando. Isso meio que me ferrou um pouco por que estava de shorts e toda a minha perna ficou vermelha e ardendo, mas sobrevivi. Depois fui até o famoso e icônico píer de Santa Mônica. Me surpreendi com a quantidade de coisas que tem naquele píer, parquinho, restaurantes, lojas e tudo isso em cima duma estrutura de madeira, é realmente impressionante. Fiquei ali por um bom tempo, sem pressa.

Resolvi então ir ao Santa Mônica Place, que é um shopping center aberto e depois passeei pela Third Street Promenade, ali no centrinho de Santa Mônica mesmo. Ambos os lugares são cheios de lojas famosas e ai eu já comecei a perceber o tipo de rolê que eu tava me enfiando. Enfim, o jet lag me fez ir dormir cedo, por volta das 22h.

Praia de Santa Mônica
Píer de Santa Mônica
Píer de Santa Mônica
Píer de Santa Mônica
Fim da Rota 66 no píer de Santa Mônica
Santa Mônica Place
Third Street Promenade

Dia seguinte, no café da manhã, conheci uma brasileira que também estava no meu quarto, era a única que foi dormir tão cedo quanto eu e notei que o jet lag tinha atingido nós duas com força. Tinha planos para conhecer Venice nesse dia e essa brasileira me acompanhou. Numa breve pesquisa no Google já descobrimos o ônibus que devíamos pegar para chegar lá. Descemos próximo ao famoso letreiro de Venice Beach e caminhamos até a praia. A praia de Venice não é recomendada para banho, mas vi que tinham muitos surfistas aproveitando as ondas altas. Na verdade, enquanto em Santa Mônica o pessoal vai pra descansar, em Venice vai o pessoal fitness fazer exercícios. Inclusive, uma parte da praia de Venice é chamada de Muscle Beach porque tem diversos equipamentos de musculação.

No calçadão a beira da praia tem muitas lojas de roupas e presentes. Descobri também que a maconha medicinal é legalizada ali, tinham lojas de uns tais de “The Green Doctors” que podiam vender a erva pra você depois de uma avaliação. Daí fomos conhecer os canais de Venice e descobri o porque do nome “Venice”. São pequenos rios que passam em determinada parte do bairro e cada casa tem seu próprio pierzinho com um barquinho amarrado, tudo muito bonitinho. Uma pequena Veneza americana.

Letreiro de Venice
Praia em Venice
No píer em Venice
Os canais de Venice
The Green Doctors
“Treinando para derrotar Goku”
Muscle Beach
Calçadão em Venice

Na volta, eu a minha colega resolvemos andar na roda gigante do Pacific Park, aquele parquinho em cima do píer de Santa Mônica. Ela é pequena, mas acho que valeu a experiência. À noite fomos até o mercado comprar coisas para comer e comemos o tradicional macarrão de queijo americano. Visto que na Califórnia é proibido beber na rua e dentro do nosso hostel também era proibido levar bebidas alcoólicas, resolvemos ir até um barzinho para pelo menos tentar agir como jovens dispostas. Dividimos uma margarita gigante e logo voltamos para o hostel por que já estávamos com sono.

Na roda gigante do Pacific Park
Pôr-do-Sol em Santa Mônica
A Margarita gigante

Na manhã seguinte seguiria para outro hostel em Hollywood.

One thought on “Los Angeles – Parte 1 por Rafaela Hernandes”

  1. Amei tudo o que li!!!!!!!! Sobre o carro: me disseram a mesma coisa quando fui pra Miami (que era essencial andar de carro). Essencial é andar de bike e a pé por aquelas ruas, isso sim! Ownn fiquei com vontade de Mac’n’Cheese… rsrrs

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