Londres em Detalhes – Parte 4 por Rafaela Hernandes

Bem-vindo a última parte do meu relato sobre Londres! Aqui vou contar sobre:

  • Greenwich Park e Royal Observatory
  • Camden Town
  • The Hawley Arms, o pub favorito de Amy Winehouse
  • Imprevistos no voo Londres – Dublin

Acordei bem cedo na manhã seguinte porque meu destino seria o Royal Observatory que fica dentro do Greenwich Park, que é um pouco longe do centro, na Zona 3. Lá é onde passa a marca do Meridiano de Greenwich, o “meio do mundo”, o ponto zero de todos os fusos horários e etc. Pode ser meio besta para a maioria das pessoas mas pra mim era também um dos lugares que mais queria visitar em Londres. O ingresso como de costume comprei pela internet nesse site e paguei 9,50 Libras.

Logo de primeira o que a gente percebe é que o Greenwich Park é enorme e lindo. Acho inclusive que gostei mais dele do que do Hyde Park. O observatório fica bem no topo de um morro no meio do parque e lá de cima temos uma vista maravilhosa de Londres.

Greenwich Park
Greenwich Park
Vista de Londres do morro do Greenwich Park

Visto que tinha comprado o primeiro horário, tive que esperar um pouco a abertura do portão. Entrando, o pequeno museu possui diversos artefatos como bússulas, relógios, mapas, telescópios, tudo o que usaram para demarcar o Meridiano e criar os fusos horários. Na linha representativa do Meridiano foram inseridas os nomes de algumas cidades mais famosas do mundo e colocado quantos graus estão de distância e para que lado. Eu sou fascinada por esses assuntos geográficos então pra mim foi realmente muito legal ter ido até lá.

Royal Observatory
A linha que marca o Meridiano de Greenwich
A linha que marca o Meridiano de Greenwich
Demarcações das cidades e o grau de distância e a marcação do próprio Meridiano (00º)

Descobri posteriormente que o ingresso que tinha comprado pela internet para o Observatório também dava direito a assistir a um show no planetário ali próximo. Já tinha assistido a shows parecidos em outros lugares mas já que estava incluso, porque não? Só que infelizmente, quando eu sentei naquela cadeirinha confortável e reclinável quase 90 graus, eu simplesmente dormi. De novo eu dormi numa atração turística por não ter dormido mais a noite por causa daquela mulher estúpida. Bom, pelo menos foi um ótimo cochilo.

Fiquei mais um tempo caminhando pelo parque e depois voltei para o hostel. A parte boa de hostels é que durante a tarde, como todos estão passeando, ele geralmente fica vazio. Além disso, eu consegui mudar quarto nesse dia, fui para um no último andar (haja escadas…) com 6 camas e banheiro privativo. Fiquei muito feliz no meu novo quarto e comecei a arrumar mais ou menos minhas coisas porque partiria no dia seguinte. Nisso consegui falar com a minha amiga mexicana e combinamos de nos encontrar em frente ao Royal Albert Hall, aquele lugar que a Adele fez show.

Para eu chegar no Royal Albert Hall era bem fácil, só cruzar o Hyde Park. Fui curtindo a caminhada tirando fotos e observando as pessoas. O parque, como todos os outros que visitei em Londres, é muito bonito. Sentei próximo ao nosso ponto de encontro e fiquei assistindo um pessoal jogando hockey ali na frente. Quando nos encontramos disse que faltava conhecer Camden Town e ela também ainda não tinha ido até lá.

Pessoal jogando hockey em frente ao Royal Albert Hall

Fomos então até Camden Town, a baixa Augusta de Londres, ponto de encontro dos hipsters e alternativos. Logo que saímos da estação, vimos um restaurante brasileiro. Estávamos com bastante fome e decidimos ir comer lá. Sim, paguei caríssimo em coisas como pão de queijo e pastel mas a saudade de comer algo de casa era tanta que acabei nem ligando. O problema foi que demoraram muito para servir a comida, muito mesmo. O dono, que era brasileiro também, até nos ofereceu uma caipirinha como desculpas. Mas enfim, o problema foi que saímos do restaurante já estava de noite.

Não desistimos, fomos andar pelas ruas. As fachadas das lojas são bem diferentes, eles fazem desenhos grandes e chamativos, as vezes até com enormes esculturas penduradas nas paredes. Infelizmente quando chegamos no Camden Lock, o mercado de rua, já estava tudo fechado. Só andamos ali dentro para ver como era mesmo. É como se fosse um labirinto de pequenos boxes onde o pessoal vende todo tipo de coisa.

Camden Town
Camden Lock
Fachada das lojas em Camden Town

Fechei a noite no The Hawley Arms, o pub favorito da Amy Winehouse. É um pub extremamente comum e absolutamente nada demais. Mas mesmo assim, curti ficar ali batendo papo com a minha amiga mexicana e tomando um bom Jack n’ Coke (amo/sou). Como era minha última noite em Londres, quis tentar ficar até o mais tarde que conseguisse na rua mas o sono já estava atacando. Acho que voltei pro hostel antes da meia noite, tomei um banho e deitei para dormir, finalmente, no silêncio.

The Hawley Arms
The Hawley Arms
The Hawley Arms

Mais uma vez acordei bem cedinho pra ir pro aeroporto. Meu voo sairia do London City, aquele aeroporto mais próximo do centro, as 10h em direção a Dublin. Só que quando cheguei lá tive uma péssima notícia: o voo tinha sido alterado, sairia as 14h e em nenhum momento a companhia tinha me informado disso. Ou seja, tinha acordado cedo a toa e teria menos tempo disponível em Dublin. A opção que me deram foi de pegar um voo do aeroporto Heathrow, que era mais distante, ao meio-dia. Nesse caso, eles me pagariam o transfer. Então topei essa opção só para chegar mais cedo em Dublin.

A corrida do táxi deu em torno de 120 Libras pagos integralmente pela companhia, e demorou mais de 1 hora pra chegar no Heathrow por conta do trânsito. Pelo menos aproveitei para dormir mais dentro do táxi que era bem espaçoso. E assim minha passagem por Londres se encerrou.

 

One thought on “Londres em Detalhes – Parte 4 por Rafaela Hernandes”

  1. Ufa!! Alguns perrengues básicos, né Rafa? Raiva daquela mulher barulhenta. Amei as fotos! O meridiano e o All Star (muito legal rsrs). Bjão!

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