Londres em Detalhes – Parte 1 por Rafaela Hernandes

Darei inicio ao meu relato de Londres. Como foi a última viagem que fiz, conseguirei dar muitos detalhes incluindo valores de todas as atrações que visitei. E ah! Minha amiga Karise também foi pra lá e vocês poderão ver visões diferentes da mesma cidade: no caso, eu fui sozinha e ela foi com o marido. Então não deixe de ler o relato dela quando for ao ar!

Para não ficar muito longo o meu texto (já devem ter notado que eu sou adepta do textão, rs), dividirei em algumas partes e, no início de cada relato colocarei os ‘highlights’ do que você encontrará no texto para não precisar ler todos os relatos até achar o que estiver procurando. Ok? Ok. Então vamos lá!

Nesse relato você encontrará:

  • Introdução: passagem, câmbio, clima e período de estadia em Londres.
  • Saindo do aeroporto London City, o mais próximo do centro da cidade.
  • Como funciona o Oyster, o bilhete único de Londres.
  • Onde me hospedei: região de Bayswater.
  • Tower of London e outros museus de Londres: valem a pena?
  • Primeira visita ao Big Ben e a região de Westminster.
  • London Eye

Entre os dias 13 e 19 de Setembro de 2016, fiz uma viagem a Londres. Seguiria para Dublin depois. Comprei as passagens de avião pela KLM, ida Guarulhos – Londres e volta Dublin – Londres com escalas em Amsterdã. O trecho entre Londres e Dublin comprei pela Iberia mas o voo foi realizado pela Air Lingus, companhia “low cost” irlandesa. Tive um problema nesse voo intermediário que será detalhado mais a frente. No total, todos esses trechos ficaram em R$2.471,04. Fiquei 5 dias inteiros na cidade e achei que foi ok para conhecer o que eu tinha interesse. No entanto, se você ficar um mês lá, terá coisas para ver todos os dias.

Embora tenha comprado muita coisa antecipadamente, levei uma boa quantia em dinheiro para lá. Acontece que eu vacilei muito. Comprei Libra aqui numa cotação de 5 reais e pouco mas logo depois aconteceu o referendo que escolheria a saída ou não do Reino Unido da União Europeia, que fez a Libra despencar para 4 reais. Perdi muito dinheiro nisso. Mas enfim, levei em espécie 360 Libras e 260 Euros. Comprei o dinheiro físico numa casa de câmbio chamada Plus Brasil e indico porque eles sempre praticam as melhores cotações possíveis.

Sobre ter ido em setembro: achei uma boa época pra ir. Os dias anoitecem mais tarde e passei mais calor do que frio (com certeza, muito mais calor e pouquíssimo frio). Só peguei chuva um dia e a Londres de céu cinza que as pessoas falam por ai não foi a que eu conheci nesse período então indico a todos.

Cheguei em Londres numa terça-feira a tarde, por volta dumas 15h, e desci no aeroporto London City que é o mais próximo do centro da cidade e é bem pequeno, encontrei a saída sem dificuldade alguma. Existe uma estação de metrô anexa ao aeroporto e foi onde eu já garanti um mapa das linhas e o meu bilhete Oyster, que é o “bilhete único” de Londres. O pagamento foi obrigatoriamente em cartão de crédito, pelo menos naquela estação.

Mapa do metrô e o Oyster

Para usar o Oyster, você precisa entender que Londres é dividida em Zonas de 1 a 5, em formato de “tiro ao alvo”, sendo a Zona 1, o circulo central, o círculo seguinte a Zona 2 e assim por diante. Os valores da passagem dependerão de onde você embarca e onde você irá desembarcar. Parece confuso mas não é tanto se você comprar “pacotes”. Por exemplo, o aeroporto que eu desci ficava na Zona 3 e outro local de meu interesse também ficava na Zona 3. A Zona 1 é onde ficam todas as atrações principais e também onde iria me hospedar. Então, comprei o pacote do Oyster para 7 dias com viagens ilimitadas entre as Zonas 1 a 3. Não lembro quanto paguei na época mas segundo a planilha atual (consulte aqui) este pacote hoje custa 38,70 Libras. É caro mas valeu muito a pena porque usei demais o metrô.

Zonas de Londres e o mapa do metrô.

Munida com meu mapinha das linhas e estações, me dirigi a estação de Queensway, que era próxima do meu hostel. Foi bem fácil, não me perdi. A única coisa é que tem muitas escadas e corredores nas estações de metrô e, segurando uma mala, isso pode ser bem cansativo. Mas ok.

Fiquei no Gallery Hyde Park Hostel pagando 118 Libras por 6 noites. A localização é muito boa, entre as estações Queensway e Bayswater, que são de linhas diferentes e isso pode te economizar algumas baldeações. Também era próximo de um “centrinho” com diversos restaurantes, lanchonetes, shoppings e lojas além de ficar quase em frente ao grandioso Hyde Park. No entanto, fora a localização, não recomendo este hostel. A cama era muito desconfortável (pelo menos a do primeiro quarto que fiquei), o travesseiro era péssimo, para subir aos quartos precisava subir muitos lances de escadas e houveram outras situações muito chatas que mais a frente vocês vão entender.

Bayswater

Logo de cara, fiz amizade com uma moça que estava no meu quarto que era das Ilhas Maurício. Ela queria comprar uma roupa nova para uma ocasião especial no dia seguinte, fui com ela e aproveitamos para passar no mercado e comer alguma coisa, tudo ali perto mesmo. No mercado, primeiro choque: caixas automáticos, você próprio passa suas compras no leitor de código de barras, paga com dinheiro físico ou cartão e o caixa devolve seu troco sozinho. Funciona certinho! Já era de noite quando voltamos e eu logo tomei banho e dormi.

Dia seguinte, estava um baita calor de 30 e poucos graus e minha primeira parada seria na Tower of London. Esse lugar é uma espécie de forte/castelo que agora virou museu e guarda as joias da coroa. Comprei o ingresso previamente nesse site por 21 Libras e horário marcado para as 9 da manhã. Achei que valeu muito a pena conhecer, o lugar é bem bonito e cheio de histórias.

Tower of London vista da bilheteria
Tower of London
Tower of London
Por dentro da Tower of London, imitação dos aposentos reais
Maquete de todo o castelo para vocês entenderem melhor a construção
Prédio onde são guardadas as jóias da coroa.

Fiquei a manhã inteira ali e parti para a Tower Bridge, a ponte dos cartões postais. Só atravessei ela mesmo, não subi na parte de cima nem visitei o pequeno museu que fica dentro dela. Os ingressos no geral achei bem caros, sempre em torno das 20 Libras e como 20 Libras = 100 Reais ficou um pouco pesado então tinha que escolher bem as atrações que visitaria, por isso acabei cortando a entrada na Tower Bridge.

Atravessando a Tower Bridge a pé
Atravessando a Tower Bridge a pé
Vista completa da Tower Bridge sobre o Tâmisa
Vista da Tower of London, do outro lado do rio Tâmisa, após atravessar a Tower Bridge

Depois eu tinha o plano de visitar o Museu Britânico que era um pouco distante dali. Só que eu fui muito genial e confundi o Museu Britânico com o Museu de Londres e fui parar no Museu de Londres HAHAHA! Como os museus lá são todos com entrada gratuita, dei uma circulada nesse Museu de Londres (absolutamente nada de especial) e corri para o gigantesco Museu Britânico. O saguão dele é super bonito, o teto todo de vidro e meio arredondado. Dei uma andada rápida pelo museu me focando mais na parte do Egito e Grécia (que são as mais legais). Aqui outra dica: se você não tiver muito tempo para ver um museu grande mas quer dar aquela passadinha, converse com alguém que trabalha lá é pergunta quais as melhores partes pra você ir direto ao assunto. Isso funcionou comigo.

Durante minha caminhada pela cidade
Museu de Londres: não vale a pena
Fachada do Museu Britânico
Teto de vidro do Museu Britânico
Outro ângulo do teto de vidro do Museu Britânico
Exposição do Museu Britânico
Exposição do Museu Britânico

Por fim, comecei a me dirigir para a roda-gigante, a London Eye. Comprei os ingressos pela internet nesse site e peguei um horário depois das 17h para pagar mais barato: 21 Libras na época. Para chegar lá, desci na estação de Westminster e vi o Big Ben pela primeira vez. Confesso que dei uma forte lacrimejada nessa hora. Na verdade, sempre que tenho o privilégio de ver ao vivo alguma coisa icônica eu tenho essa vontade porque sempre bate aquele sentimento de “não acredito que estou aqui nesse lugar, que surreal”. Nesse dia minhas fotos do relógio mais famoso do mundo não ficaram muito boas e me bateu uma certa frustração, mas no dia seguinte consertei isso (no próximo relato, se você quiser ler, entenderá o que aconteceu). Ali do Big Ben a gente já vê a London Eye do outro lado do rio, fui pra lá. Esse passeio acho válido ir apenas uma vez pra saber como é. A vista lá de cima é muito bonita mas a volta é super rápida e os vidros são bem sujos, o que atrapalha as fotos.

Big Ben
London Eye
Dentro de uma das “cápsulas” da London Eye
Foto de cima da London Eye. A vista é bonita, mas o vidro sujo atrapalha as fotos

Saindo de lá fui cruzando a ponte para passar pelo Big Ben e pelo Parlamento de novo e segui para a Abadia de Westminster que é onde a família real realiza os casamentos. Atrás do Big Ben tem uma praça e muitas pessoas ficam sentadas na grama por ali.  Retornei para Bayswater e, antes de ir para o hostel, quis ficar um tempo andando pelo Hyde Park. Passei em algum lugar para comer e já me preparei para dormir.

Praça logo atrás do Big Ben e do Parlamento
Abadia de Westminster
Abadia de Westminster vista da frente
Fim de tarde no Hyde Park

Esses foram meus primeiros dias em Londres. Em breve a continuação!

3 thoughts on “Londres em Detalhes – Parte 1 por Rafaela Hernandes”

  1. Amei!! Mas com esse negócio da Libra valer quase 5 vezes mais que o nosso Real, dá uma tristeza de ir pra lá! Rsrs! Mas sem dúvida, vale a pena! E que pegadinha essa dos museus né? Londres está na minha lista… Mas ainda vai demorar! rsrs Bjs

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